• Pinto Machado

VIVER EM ETAPA FINAL DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A Viver foi vítima da crise no segmento imobiliário, com a queda na atividade econômica e o boom de distratos. O processo foi mais demorado porque foi a primeira vez que se discutiu se o patrimônio de afetação entraria na recuperação ou não. Um tribunal de São Paulo disse que não e então a Viver teve de fazer um plano para cada uma das 16 sociedades de propósitos específicos (SPEs), que representam seus empreendimentos, e mais um plano consolidado. As sociedades que ficaram de fora passaram por negociações isoladas para acordos com credores. A empresa pediu RJ em setembro de 2017 e o plano foi aprovado um ano e dois meses depois.

A dívida da Viver que era de R$ 1,5 bilhão, está hoje ao redor dos R$ 40 milhões. E ela optou por mudar de foco: abandonou a atividade de incorporação e vai ser agora uma gestora de ativos imobiliários em vez de participar do lançamento e construção dos imóveis, vai atuar na aprovação de crédito, vistoria, registro de imóveis e assistência técnica.

A etapa final do processo de recuperação está ocorrendo agora e vai resultar num novo acionista relevante para a companhia, a Jive Gestão de Recursos, especializada em comprar créditos de empresas em dificuldades. A Jive entrou no lugar do Bradesco como o maior credor da empresa e vai ficar com 38% da companhia. Sim, a Viver foi entregue aos credores e a grande pergunta agora é se a Jive, que conseguiu muito sucesso na negociação de créditos podres, vai mesmo entrar numa nova atividade, de gestão de empresas. A outra opção seria buscar um comprador para sua participação.


Fonte: Seu Dinheiro





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